“O Brasil não é uma republica das bananas”,

Moreira Franco, presidente do Instituto Ulysses Guimarães, argumentando que é impossível uma nova eleição agora.



Ano XI - 29 de julho de 2015

 

Olho no submarino – 1
Na nova ação da Lava Jato, inspirada na delação de Ricardo Pessoa (UTC) envolvendo Angra 3, foram presos Flavio David Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia e o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente afastado da Eletronuclear. Othon é suspeito de ter recebido R$ 4,5 milhões de propina do consorcio vencedor da licitação da montagem de Angra 3. E também foi responsável pelo projeto de construção do estaleiro de Itajaí e do programa de submarinos, em parceria com a França, vencido pela Odebrecht, sem licitação.

Olho no submarino – 2
Na época das negociações do acordo dos submarinos, o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva era muito amigo de um lobista chamado José Amaro Pinto Ramos, que participava das intermediações das conversas. É um projeto de R$ 7 bilhões, sendo que R$ 2,5 bilhões já foram pagos. A verba correspondente a cada parcela vem diretamente da França para a Odebrecht, o que configura também uma situação inusitada.

A hora de Janot
A partir de segunda-feira, quando terminam as férias do Judiciário, Rodrigo Janot só teria mais 45 dias de mandato como procurador-geral. Sua recondução ao cargo depende da presidente Dilma Rousseff e do Congresso Nacional. Quem tem acompanhado a disputa interna do Ministério Publico aponta Janot como o favorito para figurar no primeiro lugar da lista. E sendo o primeiro da lista, Dilma vai indicá-lo à recondução. Dessa forma, o último obstáculo será o Congresso, onde reinam Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Lá, a recusa do nome de Janot poderá ser encarada como um sinal de que ali muita gente deve – e teme.

Cravo e ferradura
Esta semana, a presidente Dilma Rousseff resolveu dizer que a Lava Jato é responsável pela queda de um ponto percentual no PIB, sem que ninguém saiba de onde foram tirados esses cálculos. Contudo, não será surpresa se, no programa do PT do dia 6, ela diga que a Lava Jato só tem prosseguimento porque ela é a presidente da República. Falta combinar com os brasileiros, com o PT e os aliados e ainda sair do buraco da crise econômica.

Novo par
O jogador Neymar e a cantora Anitta estão – a se usar linguagem própria das colunas de gossips – se conhecendo melhor. No sábado, ele mandou buscá-la no Rio para uma festa organizada por ele no Guarujá. E dormiu no casarão do craque.

Contra-ofensiva
Enquanto tenta marcar uma data para conversar com FHC – e ele não gostaria que Dilma estivesse junto – Lula dirá, no programa do PT (já está gravado), que a situação pode ser grave, mas é muito melhor do que há 12 anos, quando recebeu o Planalto do mesmo Fernando Henrique Cardoso, que já tem seu contra-ataque pronto. Nesses dias, no Facebook, FHC cravou: “O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não publica com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”.

Ainda a conversa
Lula e Fernando Henrique Cardoso devem mesmo conversar, só que daqui a duas semanas, o que pode ser tarde demais. Antes, haverá o programa do PT, para o qual as redes estão combinando um super-panelaço nacional. E haverá a manifestação contra o governo e a corrupção marcada para 16 de agosto.

Na votação, muda
Na reunião com o vice Michel Temer e 12 ministros, Dilma Rousseff pediu que todos se empenhem para conseguir apoio de aliados no Congresso. Institucionalmente, pode acontecer: na hora da votação, é diferente. Lá estavam Nelson Barbosa, do Planejamento, Gilberto Kassab, das Cidades e Eliseu Padilha, da Aviação, ao lado da tropa de choque palaciana. Agora, em toda reunião de coordenação política, sempre terá um ministro da área econômica.

Outro
O ministro Eliseu Padilha, da Aviação Civil, tem deitado falação na defesa do governo. Suas repetidas aparições fazem os brasileiros apostar que o cirurgião plástico que lhe fez um implante de cabelos não deve ter sido o pernambucano Fernando Basto, que já cuidou de José Dirceu e Renan Calheiros, entre outros. No topo da cabeça de Padilha, o resultado é outro.

Dilma é contra
Na reunião com a vice Michel Temer e 12 ministros, Dilma Rousseff classificou a tese da defesa de uma conversa com FHC (a idéia de Lula se encontrar com Fernando Henrique Cardoso persiste) como “absurda”. E falou na frente dos ministros Edinho Silva (Secom) e Jaques Wagner (Defesa), que se manifestaram, publicamente, a favor do encontro, sem antes terem conversado com ela. Faz parte do tipo de gerencia presidencial humilhar fiéis colaboradores em publico.

Primeiro time
Há quem aposte que a deleção premiada de Jorge Zelada, quase acertada, deverá atingir uma figura do primeiríssimo time da Republica.

Sem açúcar
No novo reality show de culinária do SBT, Bake Off Brasil, a apresentadora e primeira-dama da JBS, Ticiana Villas Boas aparece pouco e fala menos ainda. A cena é quase sempre dominada pelos jurados. Um é Fabrizio Fasano Jr., fotografo de profissão com sobrenome gastronômico: é o vilão com a missão de humilhar os concorrentes. A outra é Carolina Fiorentino, confeiteira (é irmã de Isabella Fiorentino, nora do famoso J. Hawilla), que leva jeito na tarefa (quem vê, acha que ela é apresentadora). Um dos patrocinadores é Seara, do maridão de Ticiana, Joesley Batista.

Projeto Down

Outras conversas
No final da semana passada, quando a Justiça Federal decretou nova prisão de Marcelo Odebrecht e seus “companheiros” (é como ele se refere a diretores da empreiteira presos), muita gente em Brasília relembrava – e com a pulga atrás da orelha – a conversa de 20 minutos que a presidente Dilma teve com ele no México, em maio. A Chefe do Governo sempre abriu espaço para Marcelo: no ano passado, com a campanha presidencial pegando fogo, recebeu (e na época, não recebia ninguém) o mesmo Marcelo em audiência no Planalto.

Avó em campo
A foto da presidente Dilma com seu neto Gabriel, domingo passado, Dia da Avó, postada na data, teria contabilizado, segundo o Planalto, dois milhões de curtidas. Para alguns chegados à Chefe do Governo, pode ser um sinal de que nem tudo está perdido.

Falta de graça
Nessa verdadeira invasão de programas de humor na televisão (aberta e por assinatura), muitos começam a naufragar: de um lado, o linguajar chulo; de outro, a total falta de graça. O PartiuShopping, com Tom Cavalcanti, não vai continuar; o Politicamente Incorreto, com Danilo Gentili, já sumiu; o Chapa Quente deverá naufragar; o novo Tomara que Caia chega a constranger e Porta dos Fundos na televisão, além de tudo, é muito chato.

Tropeção
Monique Evans, 59 anos, agora bissexual, vai fazer um programa de sexo no E+TV. Nome: Assim Somos. E apareceu para divulgar a futura atração: “Quero ouvir podólogos”. Aí, alguém emendou: “Pedofilia?” E Monique: “Não, gente que gosta de pé”. Queria se referir à podolatria.

Correndo atrás
Os ministros da presidente Dilma estão empenhados em três tarefas: de cara, estabilidade política; ao mesmo tempo, dependendo da primeira, melhoria dos indicadores econômicos para os quais não surgem quaisquer alívios no horizonte; e por fim, recuperação da popularidade da Chefe do Governo. Para essa terceira tarefa, os próprios ministros acham que, com muito esforço, pode começar a reagir daqui a dois anos.

Olho na JBS
Joesley e Wesley Batista, da JBS/Friboi – e nem poderia se esperar outra coisa – estão irritados com Eduardo Cunha por causa da CPI do BNDES que, fatalmente vai investigar financiamentos recebidos pelo grupo. O BNDES já enfiou lá R$ 8 bilhões de financiamento e acabou ficando com 25% da JBS. Agora, os irmãos estão investindo fora do Brasil: Venezuela e Cuba estão no programa. Na Venezuela, deverão ter consultoria de Antonio Palocci; em Cuba, o ideal seria José Dirceu – e esse, não vai dar.

Reforma
O hotel da JHSF em Punta del Este, Fasano Las Piedras, acaba de fechar para reforma. Inaugurado há menos de quatro anos, tinha problemas sérios a serem corrigidos e era voltado para milionários brasileiros, que estão desviando sua rota diante da invasão da cidade por outros brasileiros, em ascensão social.

Família do barulho
De um lado, Caitlyn ex-Bruce Jenner prepara-se para posar para Playboy e vê os bastidores da histórica edição de Vanity Fair (foi capa e recheio) virar um documentário; de outro, Khloe Kasdashian confessa à revista Complex que foi visitar sua mãe Kris Jenner, 59 anos, na casa dela e a encontrou em embate sexual com o namorado Corey Gamble, 34 anos. “Kim estava comigo. Nós ficamos horrorizadas”.

Belissima
A veterana atriz Sophia Loren, 80 anos, chega a São Paulo em setembro para inaugurar a primeira edição da mostra Belissima de cinema italiano, na Faap, que vai homenageá-la com 10 filmes e exposição de 80 fotos. Quer ficar numa suíte do Hotel Unique, com maquiador e cabeleireiro à sua disposição. Antes, um representante de sua empresa de seguro de vida inspecionará todos os locais que receberão a presença de Sophia. De quebra, cinco seguranças sempre à sua volta – e carros blindados, claro.

TV Leão
Depois de três anos na Rede TV!, o apresentador Gilberto Barros vai tentar encontra novo caminho na internet, inaugurando um canal só dele. Nome já tem: TV Leão.

Tramite normal
Eduardo Cunha já está avisando que os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff terão tramite normal na Câmara, desde que preencham os requisitos constitucionais. Os que não estiverem dentro do que determina a Constituição, serão arquivados. Cunha colocará na pauta os demais, logo no começo de agosto, no retorno dos trabalhos da Casa.

 

 

 

 

 


Vôo solo
Mãe da diretora Dandara Guerra, 31 anos e avó de Marin, 10 e Arto, 2 anos, Claudia Ohana, aos 52, continua exibindo os mesmos 45 quilos distribuídos em 1m60, há anos. Come de tudo, só pratica ioga e os amigos dizem que o tempo é seu aliado. Está solteira e agora se preparando para estreia de A Voz Humana, o primeiro monólogo de sua carreira. A peça é de Jean Cocteau, com direção de Victor Garcia e sua personagem mostra uma quase irreconhecível Claudia Ohana.

Edições Anteriores:  

  ;-) Acessórios étnicos.

:-( Acessórios clássicos.



Os trabalhos dos mais criativos cartunistas selecionados na web.





 


Homenagem - Giba Um acaba de receber uma homenagem, na posse do novo presidente da Federação Brasileira de Colunistas Sociais, Ovadia Saadia, na Assembléia Legislativa, da entidade e da Organização Brasileira de Mulheres Empresariais, por seus 40 anos de colunismo e pelos 30 anos de atividades do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down, ligado a ONU, do qual é fundador e presidente honorário.

Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.


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