“Existem três diferenças clássicas ali: o cara é um assassino, um corrupto e ainda é um homossexual. Não dá para comparar.”

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, refutando comparações com o personagem Frank Underwood da série House of Cards (Netflix).

 



Ano XI - 2 de março de 2015

 

Oito malas Vuitton
Carmen Mayrink Veiga, durante décadas, encabeçou todas as listas das mais elegantes do país e foi a única brasileira a aparecer em listas semelhantes feitas pela famosa Eleanor Lambert. Negócios do marido Tony levaram o casal à falência. Hoje, Carmen, que já perdeu joias, imóveis, quadros e objetos de arte, sofre de uma doença neurológica degenerativa, que a mantém numa cadeira de rodas. Nesses dias, mais uma série de objetos da família (aparelhos de jantar e até oito malas Louis Vuitton) irão a leilão, no Rio. E ela encara tudo com humor irônico: “Já está bom para eu morrer, já vivi muito e bem”.

Outra cena
O ex-presidente Lula foi conversar com senadores do PMDB na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros: pediu que o partido apoie o ajuste fiscal enviado pelo governo ao Congresso, com cortes de benefícios previdenciários. E sentiu grande diferença das conversas de outros tempos: seu estilo encontrou resistência e as brincadeiras tiveram pouco efeito, incluindo as piadas. Os peemedebistas estão por cima e recomendaram – quem diria – a Lula que acerte com Dilma Rousseff cortes em gastos do governo (nada a ver com investimentos) e benefícios concedidos aos mais ricos (até se conversou sobre taxação especial sobre fortunas).

Sandália da humildade
Na conversa que teve com senadores do PMDB, Lula ouviu uma saraivada de criticas sobre o comportamento de Dilma Rousseff. As expressões “autismo” e “arrogância” foram repetidas várias vezes. Os peemedebistas deixaram claro que “o ajuste pode passar a impressão de que estamos cortando dos mais pobres”. Entre os mais incisivos, estavam o líder Eunicio de Oliveira (sentiu-se abandonado nas eleições no Ceará) e o ex-presidente José Sarney, que não recebeu nem um telefonema da presidente, quando deixou o Senado. A certa altura, o mesmo Sarney comentou: “A presidente não consegue calçar sandálias da humildade”.

A mesma Dilma
Enquanto Lula conversava com senadores do PMDB, a presidente Dilma Rousseff, que recebeu dele recomendações para melhorar suas relações com os jornalistas, dava o ar da graça na cerimônia de lançamento do programa Bem Mais Simples. Os repórteres fizeram perguntas, Dilma não respondeu sobre taxação de grandes fortunas ou greve dos caminhoneiros e repetiu o que falara no discurso. Aí, virou as costas, mandou: “um beijo para cada um de vocês” e foi embora.

Fazendo escola
Esse tipo de comportamento de Dilma Rousseff com jornalistas quando responde apenas o que quer e vai embora rapidamente, já faz escola no Planalto. O secretário-geral da Presidência, Miguel Rosseto, numa coletiva da semana passada, ouviu repórteres insistirem nas mesmas perguntas, levantou-se e foi embora, dizendo que “não tinha mais nada a dizer”.

Novas conversas
Novas conversas entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, às vésperas da remessa das investigações da Lava Jato ao Supremo, embora os dois tenham alegado que não trataram do escândalo da Petrobras e dos políticos atingidos, provocam novas reações em sites e redes sociais. Muita gente lembra que, antes de ser escolhido por Dilma para o cargo, Janot teria se reunido com José Dirceu e outras figuras da cúpula petista.

Projeto Down

Queen de volta
O grupo Queen, sem Freddie Mercury e sem o baixista John Deacon, aposentado, deverá fazer o show de encerramento na noite de abertura do próximo Rock in Rio, dia 18 de setembro. É uma homenagem às imagens fortes deixadas pelo mesmo Queen no primeiro evento, há 30 anos. O anuncio da participação do grupo foi suficiente para que, no Planalto, os mais chegados perguntassem ao ministro Aloizio Mercadante se ele iria substituir Freddie Mercury. O chefe da Casa Civil carrega, há semanas, o apelido Freddie Mercury.

Perdeu o broche
Recém-chegado à Câmara, o deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) passou por apuros, na semana passada, porque perdeu seu broche de identificação que permite que parlamentares transitem livremente pela Casa e pelo plenário. E tratou de pedir outro à diretoria-geral da Câmara. Na Assembléia Constituinte, o broche chegou a ser uma joia produzida pela H. Stern, em ouro. Hoje, custa R$ 0,60 e é fabricado com latão. E os deputados vivem perdendo.

Talismã da sorte
O jornal italiano La Gazzeta Dell Sport acha que belas mulheres costumam distrair os jogadores, prejudicando seu desempenho. Só que abre uma exceção para Fiorella Mattheis, namorada de Alexandre Pato. Garante que ela é a mais apreciada do Morumbi. Coincidência ou não, todas as vezes que Fiorella pisa no estádio, o time sai vitorioso e ele fez gols. Ela já presenciou sete dos oito gols de Pato na temporada.

Em cheio
Não poderia ter sido mais competente a capa da nova edição da revista The Economist, em sua edição para a América Latina, mostrando uma passista afundada num mar de lodo verde. Na chamada: “Brasil no atoleiro”. No texto, um festival de criticas a Dilma Rousseff.

Novo par
Novo par circula pela noite de São Paulo: é formado pela apresentadora Eliana e por Adriano Ricco, diretor do programa dominical de Fausto Silva. Ele é filho do competente colunista de TV, Flávio Ricco.

Presente de grego
O novo secretário da Educação da cidade de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB) começa a achar que, quando o prefeito Fernando Haddad (PT) lhe convidou para o cargo, estava oferecendo quase um presente de grego. O setor de Educação, na área municipal, enfrenta problemas sérios todos os dias. Mil creches não saíram do papel, bebês são misturados com crianças de seis ou sete anos, não há lenços umedecidos e tampouco babadores, só para começo de conversa.

Sem choro
A chamada PEC da Bengala, segundo a qual ministros de tribunais superiores terão a idade-limite para a aposentadoria compulsória esticada para 75 anos, será votada esta semana pela Câmara Federal. Eduardo Cunha, presidente da Casa, diz que não recebeu nenhum apelo político para não votá-la. Detalhe: o Senado já aprovou a PEC da Bengala há anos.

Pró-Maduro
O ainda assessor internacional do Planalto, Marco Aurélio Garcia, ex-secretário do famigerado Foro de São Paulo, pressiona a presidente Dilma Rousseff a se solidarizar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, embora ela já tenha tido que não pretende entrar na política interna do país. O novo presidente do Uruguai, Tabarez Vasquez, a propósito, dispensou a presença de Maduro e Cristina Kirchner à sua posse.

Troco
A presidente Dilma Rousseff mantém sua decisão de não receber políticos: quer que eles se dirijam ao trio de ouro formado pelos ministros Aloizio Mercadante, Miguel Rossetto e Pepe Vargas. Agora, Renan Calheiros e Eduardo Campos, presidentes do Senado e na Câmara, decidiram também não receber Pepe Vargas, das Relações Institucionais: se quiser, ele que fale com os parlamentares.

Nova expressão
Na reunião com os senadores do PMDB, quando todos reclamaram do ministro Pepe Vargas, Lula prometeu adotar uma nova estratégia para resolver essa questão. E chamou a ação de “reengenharia do funcionamento” que ninguém sabe o que significa, na prática.

Romário na TV
O novo canal E+TV, ainda em formatação, dirigido pela veterana Marlene Mattos, que durante muitos anos cuidou de Xuxa Meneghel (e agora, vai cuidar de Nicole Bahls), deverá ter um programa do senador Romário. Nome já tem: Peixe, Bola e Gente.

Lá fora
E nem poderia ser diferente: a edição online do Financial Times que, diariamente, tem dedicado matérias sobre o Brasil, registrou que dois ministros do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do país, investiram contra a presidente Dilma Rousseff, que não nomeia o substituto de Joaquim Barbosa e prejudica os julgamentos. Por outro lado, estão mais que estremecidas as relações entre Dilma e Antonio Dias Toffoli, também presidente do TSE, que não admite intervenções da Chefe do Governo no tribunal.

No Brasil, não
Eleita a Mulher do Ano na tradicional premiação da Elle britânica, que a considera elegante e glamourosa, Taylor Swift, 25 anos e que já vendeu quatro milhões de cópias de seu último CD, foi procurada por representantes de empresas brasileiras para fazer dois grandes shows no Brasil, no segundo semestre. A conversa nem chegou a andar: foi recusada, de cara. Sua mãe não permite que ela se apresente “em países do terceiro mundo” e mais ainda no Brasil, “onde tem tiroteio nas ruas”.

Novo membro
O Planalto espalha que o vice Michel Temer, que só conversou com Dilma na semana passada desde a posse, é o novo integrante do núcleo político do governo, ao lado do famoso sexteto de ministros. Michel, polido, não comenta. Aos chegados, desabafa: “Eu não posso ser chamado só quando o incêndio está se alastrando”.


Família milionária
As milionárias do clã Kardashian acabam de renovar o contrato da família com a emissora E!, onde apresentam Keeping Up With Kardashians e subprodutos como Kourtney and Khloé Take the Hamptons, por nada menos do que US$ 100 milhões (cerca de R$ 285 milhões). O contrato inclui Khloé, Kris, a mãe, Kourtney Kim, Kylie e Kendall, deixando de fora Bruce Jenner. É o maior contrato da história da TV para um reality show, que inclui quatro novas temporadas (a próxima será a 10ª).

Edições Anteriores:  

  ;-) Vermelho básico.

:-( Pretinho básico.



Os trabalhos dos mais criativos cartunistas selecionados na web.





 


Boas de bola
É um time para ninguém botar defeito: as modelos Doutzen Kroes, Lily Aldridge, Adriana Lima, Behati Prinsloo e Candice Swanepoel, todas angels da Victoria’s Secret, trocaram suas sensuais peças de lingerie e aparecem com capacete e uniforme de futebol americano em nova campanha da marca, dedicada ao Valentine’s Day, comemorado nos Estados Unidos dia 15 fevereiro. Irá ao ar no próximo domingo, na final do Superbowl, com duração de dois minutos.

 

Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.


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