“É uma briga bem explícita. Todo mundo nu e se matando”,

de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, sobre a briga
do PSL briga por poder, tempo de TV e fundo partidário.



Ano XVII - 10 de dezembro de 2019



 

Estratégia
É uma nova e surpreendente tendência, se é que se pode chamar assim: bolsonaristas e até mesmo brasileiros mais crédulos discutem (e muitos acreditam, como já começam a pensar na possibilidade da Terra ser plana) a hipótese de que tudo que Bolsonaro protagoniza (acusações, delírios, falta de postura, mentiras e outra ofensas ao bom senso nacional) faria parte de uma certa estratégia para ocultar outros movimentos – e com outras intenções. E aí vale tudo: de um bom governo a um golpe, seguindo de ditadura.

“Supremável”
Nesses dias, falando por mais de uma hora no QG do Exército em Brasília com grupo de jornalistas, Jair Bolsonaro resolveu descer a borduna no governador João Doria e no ministro Sérgio Moro. Pra ele “Doria está morto” e André Mendonça da Advocacia-Geral da União é mais “supremável” do que o titular da Justiça. Faz lembrar ministro do Trabalho nos tempos de Collor, Antônio Magri que se dizia “imexível” e depois caiu e anos mais tarde, reapareceu na Força Sindical dizendo-se “imorrivel”.

“Chiclete”
“Chiclete” não era apenas o apelido do personagem de A dona do pedaço, vivido por Sérgio Guizé: também petistas próximos de Lula e especialmente Gleisi Hoffmann, presidente do PT resolveram se referir a Rosângela Silva, a namorada de Lula. Os mais irônicos dizem que ela vai junto com ex-presidente até no banheiro. E dá palpite em tudo, até em assunto onde não é chamada, segundo os mais irritados.

“Voguing”
A noite de São Paulo e Rio começa a ganhar os balls, festas marcadas pelo voguing, dança recheada de posse inspiradas nas revistas de moda, que começou nos ballrooms, festas nascidas no Harlem, em Nova York, na década de 60. A ideia era celebrar corpos e culturas marginalizadas, como pessoas negras e LGBTs. Ou seja: essas festas promoveram a diversidade e ganharam reforço com a canção Vogue de Madonna, que arriscou alguns passos na coreografia no clipe de David Fincher, lançado em 1990.

Esticado
Homossexuais e lésbicas sempre carregam bandeira do arco-íris e até já foram rotulados de “bloco arco-íris”. Historicamente, já foram chamados das mais diversas maneiras (é uma verdadeira coleção) até chegar à sigla LGBT que, via iniciais, identificam os participantes. Agora, o rótulo aumentou para LGBTQ+. E os mais radicais estão ensaiando outro, outro mais extenso: LGBTIAP+. Os chegados nos segmentos devem saber identificar as novas iniciais.

Troca
Antônia Anastasia, senador e ex-governador de Minas Gerais (começou na política no governo de Aécio Neves) já decidiu: deixa o PSDB e começa o ano no PSD de Gilberto Kassab que, aliás, tem planos especiais para o político mineiro.

Causa e efeito
Sabrina Sato deu entrevistas dizendo que depois da maternidade perdeu a vontade de fazer sexo e que Duda Nagle, seu marido virou “um irmão querido”. Agora, entre o pessoal do showbiz, sempre aparece alguém oferecendo “soluções” para tirar Duda do “castigo”.

Dinheirama
Aprovando-se o fundo eleitoral de R$ 3,8 bilhões para as eleições de 2020, o PSL e o PT reunidos receberam valores equivalentes a 20% do total. O PSL embolsará R$ 381,1 milhões e o PT outros R$ 378 milhões. Em terceiro, surge o MDB com R$ 277,3 milhões e por ordem o PP (R$ 263,8 milhões), o PSD (R$ 260,3 milhões) e o PSDB (R$ 244,4 milhões). Pela lei, o Novo receberá R$ 68,8 milhões e o PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão, apenas R$ 2,3 milhões.

Contra Doria
A atitude do governador João Doria logo depois da tragédia de Paraisópolis (nove mortos) defendendo a ação da PM deixou a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) mais do que irritada com ele – e avisou que jamais iria para o PSDB. Nos outros comentários, depois que viu os vídeos, Doria disse que “iria revisar protocolos e treinamentos”, o que quase fez Tabata sair do sério.

Cálculos
Sérgio Augusto é quem faz os cálculos: considerando o ministro da Educação, Abraham Weintraub semialfabetizado contou, em um mês, 33 erros crassos de português em sua conta no Twitter.

De novo
Ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, voltou a ter seu nome veiculado em algumas áreas políticas como candidato à Presidência em 2022. E como sempre, diz que o pleito ainda está longe, faz algumas insinuações e ninguém mais acredita porque em cima da hora, Joaquim cai fora. Outros dizem que “o tempo dele já passou”.

Dia da corrupção
Ontem, foi o Dia Mundial de Combate à Corrupção: não é uma comemoração, é uma espécie de lembrete que, à propósito, não é muito levado a sério entre nós. Hoje, o volume de dinheiro movimentado por ano pela corrupção, no Brasil, é estimado em R$ 160 bilhões, ou seja, 8% do PIB. Já a corrupção em todo mundo alcança R$ 3,6 trilhões, ou ainda 5% do PIB mundial.

Susto
O governador João Doria, de São Paulo levou dois sustos na nova reunião do PSDB: primeiro, o presidente da sigla, Bruno Araújo, ex-ministro do governo Temer, que Doria praticamente elegeu para o cargo atual, reforçou a ideia de que o partido tem bons nomes para o Planalto – e não apenas Doria; depois, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, discursou num tom de pré-presidenciável.

Dedo-duro
A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, quer lançar um Disque 100 para denunciar pais que não acompanham a vida escolar dos filhos que poderá resultar na ação do Conselho Tutelar. Pode virar um dedo-duro a atormentar famílias pobres sem tempo nem para ganhar dinheiro para alimentar os seus e outras trágicas situações. E dependendo dos integrantes do Conselho Tutelar, poderão ser criadas ameaças até de tirar filhos de seus lares – sem ter lugares para colocá-los.

Mágico
O cubo mágico, verdadeira febre nacional dos anos 70 e parte dos anos 80, está de volta, especialmente nas escolas com curso médio. Para quem não sabe: o quebra-cabeça tridimensional foi criado pelo húngaro Ern’o Rubik em 1974. Na largada, era chamado de “cubo Rubik”.

Amor perdido
A Globo ironizou, no domingo (8) à noite, o “amor não correspondido de Bolsonaro por Trump”. No bloco “Isso a Globo não mostra” forrou a tela com coraçõezinhos partidos, enquanto usava trecho de Palpite (“O amor por você não existe”), de Vanessa Rangel, com gozações em cima da sobretaxa do aço e alumínio. Detalhe: a primeira-dama Michelle assistiu – e morreu de rir.

“Lava Jatinho”
Nesses dias, aconteceu uma “Lava Jatinho” na Via Varejo. Além de supostas fraudes contábeis, Michel Klein e os novos gestores da empresa estariam investigando um esquema de desvio de mercadorias da rede varejista. Há quem aposte que os valores poderiam passar de R$ 40 milhões. Nos dois casos, as suspeitas apontam para antiga administração do Grupo Pão de Açúcar.

Outro general
Jair Bolsonaro está disposto a indicar um general para o comando da Sudam. O superintendente atual, Paulo Roberto Correia, é uma herança dos tempos de Dilma Rousseff, está no posto desde 2015.

Guerra de jaleco
Circula nas redes sociais carta de médicos do Hospital da Clínicas de São Paulo para a médica Elisa Bonfá, diretora da clínica da instituição, cobrando providências acerca de irregularidades cometidas pela médica Ludmilla Hadjar, tida como braço-direito do médico Roberto Kalil. Ela já teria sido penalizada anteriormente pelo Conselho Deliberativo por atos antiéticos e atitudes graves, mas continua trabalhando no complexo hospitalar. A carta relata contratos com várias instituições ao mesmo tempo, sobrepondo 20 horas semanais de um, em cima de outras, um total de 100 horas semanais. Ela trabalharia em regime integral pela Fundação Zerbini.

Cadê?
A sobretaxa do aço e do alumínio brasileiro prova a falta que faz ao governo um Ministério das Relações Exteriores. A sensação que até os diplomatas tem diante da impotência do Itamaraty em reagir ao ataque de Trump é que o ministério acabaria sendo extinto. Mais: o TCU quer punir diplomatas que ganham sem trabalhar. Não trabalham porque foram encostados pelo ministro Ernesto Araújo, um olavete, por razões políticas e ideológicas. Não têm salas, estão sem locação e ficam andando o dia inteiro pelos corredores ou enfiados na biblioteca da sala.

Dona do pedaço
A ministra Damares Alves foi escolhida pelo Planalto para ser a comandante do Pacto de Avanço Social anunciado pelo governo. Significa dizer que o ministro Osmar Terra, foi devidamente jogado para escanteio, ainda mais porque boa parte dos programas sociais esteja pendurado em sua Pasta.

Descontração
Na Semana passada a senadora Simone Tebet, presidente da CCJ do Senado ao anunciar a Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, que estava presente na casa para defender o pacote anticrime o anunciou como senador. Simone percebeu o erro e ficou sem graça, só que Moro descontraiu ao começar a falar: “É que eu tenho vindo tanto aqui que já estou virando senador”. E a senadora entrou no clima e respondeu: “Ainda bem que eu não disse ministro do Supremo”.

Bate boca
A ex-presidente Dilma Rousseff dias atrás, resolveu ao retornar ao Porto Alegre num avião de carreira e foi reconhecida quase na hora do desembarque. Um dos passageiros ao passar por ela, que ainda permanecia sentada e aguardava a saída de todos falou: “A sua hora vai chegar”. Dilma não ficou quieta não e respondeu: “Ótimo, é o Bolsonaro, né?”. Outros passageiros a xingaram de “bandida” e acusaram-na de quebrar o país. E ela num tom mais bravo retucou: “Ah, fui eu, é?”.

Preocupados
Os petistas mais veteranos estão preocupados com o tratamento que o ex-presidente Lula vem recebendo pelos locais que anda visitando. Eles acreditam que Lula tem recebido mais vaias do que aplausos nos locais públicos. Alguns irão recomendar que Lula, por enquanto, faça uma pausa na sua peregrinação, as recomendações não deverão atendidas.

OLHO MÁGICO

Fotos: Gui Paganini // Divulgação

Calada jamais!
Isabela Cristina Correia de Lima e Lima decidiu aos 24 anos, depois ao ser questionada durante uma palestra de coworking da agência onde trabalhava, mudar de carreira. Esta é uma das revelações feitas pela cantora, jurada e apresentadora Iza fez ao posar pela primeira vez para a capa da revista Glamour Brasil. Ela conta que “Perguntaram o que faria de graça para o resto da vida. Lembro que a minha primeira resposta foi: ‘cantar’. Tentei evitar isso na minha cabeça, mas o que me estimulou foi o medo da dúvida e o privilégio de não precisar pagar as contas naquela época o pai, militar naval de carreira, e a mãe, professora de música e artes, podiam ajudá-la”. Nova rainha da Imperatriz Leopoldinense, falou qual foi seu maior aprendizado: “Minha mãe me ensinou a não ficar calada. Por isso, nunca me paralisei diante do preconceito, mas sei que hoje a visibilidade me poupa de muitos insultos. As pessoas sabem que tenho uma voz potente e pensam muito antes de fazer qualquer coisa”.

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