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Redação

 

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“Não há mais dinheiro nas campanhas. Elas continuam caríssimas. As igrejas não são as únicas que têm dinheiro vivo. O crime organizado também.”

Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado.


Ano XI - 22 de setembro de 2016

 

Força em Dória
As novas pesquisas indicam outra ascensão de João Dória na corrida à prefeitura de São Paulo, passando Marta Suplicy. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fará propaganda na TV para ele: alega que não pode recusar por ser presidente de honra do PSDB. Já Aécio Neves, presidente nacional do partido já gravou para o programa de Dória e o senador José Aníbal deverá fazer o mesmo. Atrás de tudo, a intenção da cúpula da sigla de não deixar a vitória, caso ocorra, só nas mãos de Geraldo Alckmin, que vem aparecendo mais no programa porque há uma parcela do eleitorado que ainda não sabe que o governador paulista apoia o candidato-empresário.

Sala de espera
Os 20 governadores do Nordeste, Centro-Oeste e Norte pediram para serem recebidos por Michel Temer. Elas ameaçam baixar decreto de calamidade. O encontro poderá ocorrer na semana que vem. Mais: Henrique Meirelles havia cogitado ajudar os Estados que ameaçam decretar estado de calamidade dando aval de R$ 20 milhões de empréstimos. Ocorre que o próprio ministro acabou reconhecendo que esse dinheiro seria de R$ 8,5 milhões. O restante já foi usado.

Vão voltar
Os deputados não conseguiram aprovar, na calada da noite, a anistia do caixa 2. Diante dos protestos, a matéria foi retirada da pauta. O assunto não está encerrado: eles vão voltar, enfiando a anistia em algum outro projeto ou mesmo MP. É esperar para ver.

Esforço
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer aprovar até o final do ano, projeto de lei que desobriga a Petrobras a participar com 30% dos investimentos nos blocos do pré-sal e a PEC do teto dos gastos públicos. E ainda tem esperança de votar o primeiro turno da reforma da Previdência. É um esforço, até ele reconhece: nada garante que ele conseguirá essas medidas no plenário.

Projeto Down

Diferença
A justiça questionou Otávio Azevedo (Andrade Gutierrez) sobre a diferença entre as doações para Aécio Neves e Dilma Rousseff. O empreiteiro disse que doou espontaneamente ao tucano, enquanto foi duramente pressionado pelo pessoal do PT. Edinho Silva e Giles Azevedo condicionaram a manutenção dos contratos com o governo aos repasses para campanha de Dilma. O nome dessa manobra está previsto no Código Penal.

Aviso
Renan Calheiros, presidente do Senado, está avisando que é preciso mais cuidado nas reformas prometidas pelo governo de Michel Temer. Ele acha que é importante estabelecer prioridades, sem preocupação de mandar tudo ao mesmo tempo para o Congresso. “Porque se você manda tudo ao mesmo tempo, você acaba perdendo tudo e isso será ruim para o Brasil”.

“Conciliábulos”
Gilmar Mendes disse que foi “vergonhosa” a decisão de Ricardo Lewandowski de fatiar o impeachment. “Considero essa decisão constrangedora, é verdadeiramente vergonhosa. Um presidente do Supremo não deverá participar de manobras ou conciliábulos. Portanto, não é uma decisão dele. Cada um faz com sua biografia o que quiser, mas não deveria envolver o Supremo nesse tipo de prática”. Ministros e ex-ministros estão escandalizados. Na história do STF, nunca um ministro atacou publicamente outro.

Sem plano B
Numa reunião do partido, esta semana em Brasília, Rui Falcão, presidente do PT, avaliou que dificilmente o ex-presidente Lula receberá uma prisão preventiva do juiz Sérgio Moro. Considerado um estrategista, ele não correria o risco de decretar a prisão imediata de Lula, que poderia ganhar forte reação das bases sociais ligadas ao PT. Mesmo assim, há o reconhecimento de que a condenação acontecerá de forma rápida, antes de 2018 e referendada pelo Tribunal Regional Federal em Porto Alegre. Resumo da ópera: o PT ficaria sem candidato. Fernando Haddad, reserva técnica, não deverá ser reeleito prefeito em São Paulo.

Mais tempo
O juiz Sérgio Moro consumiu sete meses e meio para condenar executivos da Odebrecht e um ano para sentenciar dirigentes da Engevix. E absolveu, até agora, apenas cerca de 15% dos denunciados pelo Ministério Público Federal. Moro é reconhecido por seu trabalho cerebral e meticuloso quando trata de “crimes do colarinho branco”.

Duelo
Dilma Rousseff e Chico Buarque serão as estrelas de um duelo de comícios dos principais candidatos da esquerda no Rio. Dilma estará no palanque de Jandira Feghali e Chico, no de Marcelo Freixo. Enquanto isso, Marcelo Crivella vai se distanciando mais nas pesquisas, disparando na frente.

Ex-tucana
A Advogada-Geral da União, Grace Maria Fernanda, é tucana desde abril de 1997. Ela diz que nem se lembra de ter se filiado e vai pedir seu desligamento da legenda.

Sem força
Ricardo Barros, ministro da Saúde (sempre ele) acaba de dizer que não tem certeza de que a PEC dos gastos públicos será aprovada pelo Congresso. Não sabe se “o governo tem força para aprovar o texto como mandou”. Ricardo está na corda bamba em seu posto e só vem sendo mantido porque ministros próximos de Temer garantem que ele “é bom de gestão”.

“Abuso de autoridade”
O presidente do Senado, Renan Calheiros, está reativando a articulação para tentar aprovar projeto que atualiza a lei 4.898, de 1965, que pune o chamado “abuso de autoridade”. Engavetada desde 2009, a proposta original é do deputado Raul Jungman, hoje ministro da Defesa. O texto não tem nenhuma ameaça a Lava Jato, mas parlamentares próximos a Renan acham que ele tem interesse em ajustar o projeto, de modo a interferir nas investigações, tolhendo movimento de procuradores e juízes.

Auxílio-doença
Em maio de 2015, 81% dos 1,6 milhões de auxílio-doença pagos pelo governo apresentavam indícios de irregularidades. A conclusão é da Controladoria-Geral da União, com base num levantamento feito em 57 das 104 gerencias executivas do INSS. Há benefícios pagos há mais tempo do que se deveria; pagamentos em caso de doenças que não geram incapacidade; e benefícios concedidos ou reativados sem  perícia médica.

Fenômeno
Larissa Manoela, 15 anos é o novo fenômeno da internet: acaba de alcançar a marca de 6 milhões de seguidores no Instagram. E vai lançar uma coleção de uma das principais marcas de óculos do país, a Ferrovia Eyear, dia 26, no Salão Square, em São Paulo.

Da pinacoteca
O Instituto Cultural J.Safra vem publicando uma série de livros sobre museus desde 1982. No ano passado, o escolhido foi o Oscar Niemeyer, em Curitiba e agora será sobre a Pinacoteca de São Paulo. O Instituto, para lançar três mil exemplares, teve autorização do Ministério da Cultura, para captar R$ 300 mil.

Inocente
O juiz Sérgio Moro determinou a devolução para a Justiça de São Paulo de denúncia dos promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat, que chegaram a pedir prisão de Lula em março. Moro considerou que o MP relacionou equivocamente o ex-presidente às fraudes do Bancoop e pediu que qualquer menção a Lula seja suprimida da denúncia.

Conta da mulher
O Supremo determinou a quebra do sigilo bancário de Elizabeth Azevedo Cardoso, mulher de Valdir Maranhão. Ela teria disponibilizado sua conta bancária para o marido receber propina. Maranhão é alvo da Operação Miqueias, que investiga desde 2013 fraudes em investimentos nos regimes de previdência de serviços públicos municipais. Na noite em que a Câmara queria empurrar goela abaixo a anistia do Caixa 2, Maranhão estava reunido com líderes para acertar a apresentação de substitutivo que anistia o crime.

Dívida
Na era lulopetista, a dívida da Petrobras pulou de US$ 21 bilhões para US$ 132 bilhões. A relação dívida líquida/ ebitda saltava de 0,4 vez para 5,3 vezes. Em 2006, a Petrobras levaria cinco meses para quitar todas suas dívidas, apenas com o que entrava no caixa; no ano passado, seriam mais de cinco anos.

De novo
O ex-deputado Eduardo Cunha negou, mais uma vez, que pretenda fazer acordo de delação premiada na Lava Jato. Diz que isso não passa de invenção de jornalistas. O Ministério Público estaria investigando pistas sobre praticas do governo de Dilma Rousseff na política, ainda mais graves que no mensalão, para aprovar medidas provisórias. O MP gostaria de saber o que Cunha sabe desse esquema.

Passe caro
O Barcelona vai voltar à carga por Marquinhos, zagueiro da seleção e do Paris Saint-Germain. Em janeiro, o clube catalão deve formalizar uma proposta de 60 milhões de euros pelo jogador. Ele já esteve na mira do Barcelona há alguns meses, mas o presidente do PSG gosta de Marquinhos e não aceitou vendê-lo.

Na África
O padre Reginaldo Manzotti, que arrasta multidões em suas apresentações, vai à África fazer dois shows em Angola, nos dias 12 e 13 de novembro. Lá fora, lançará o livro Encontros que, por aqui, já vendeu mais de 200 mil cópias. A agenda de Manzotti no exterior inclui ainda shows em Portugal para março do ano que vem.

Contra Renan
Os grupos que foram às ruas pelo impeachment estão agora malhando Renan Calheiros. Criticam o fato do presidente do Senado, que é aliado do PSDB e do PT, ter reclamado do “exibicionismo” do Ministério Público na denúncia contra Lula.


Invadindo Manhattan
Barbara Fialho, 28 anos, conquistou seu espaço no mundo da moda (até na cobiçada Victoria’s Secret”) e, no entanto, um novo talento da mineira vem dividindo espaço na agenda: cantar. Aí, Vogue on line resolveu juntar os dois lados num ensaio feito no coração de Manhattan, na iluminada Times Square. O editorial foi clicado por Jacques Dequeker ganhou o título de Rocking in the Big Apple e foi produzido na Semana de Moda de Nova York. Em uma noite calorosa, Barbara mostrou seus talentos, arrematados de instrumentos musicais, ao posar pelas ruas e metrô da região.

Edições Anteriores:  

  ;-) Buquê de flores do campo.

:-( Corbeille de lírios.



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