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 “Deus não agiu como um mago, usando uma varinha mágica para fazer tudo”

Papa Francisco, sobre as teorias da evolução e do Big Bang.

 




Ano XI - 30 de Outubro de 2014

 

A volta de Lula
Poucos dias depois de dizer que não sabe como estará sua saúde em 2018 e a cena política nacional até lá, o ex-presidente Lula resolve espalhar que será candidato á sucessão de Dilma Rousseff, quando estará com 73 anos de idade. É uma estratégia para impedir a proliferação de pré-candidatos que começa a surgir, antes mesmo da presidente reeleita assumir seu segundo mandato. Ele acha que, com isso, esse festival de supostos presidenciáveis se encolha e o assunto saia das rodas. “Nunca vi tanta gente se achando candidato natural em tão pouco tempo”. Mais: se Lula não sair, quer escolher o sucessor de Dilma, repetindo manobra de seu segundo governo. Na época, liquidadas as possibilidades de José Dirceu e Antonio Palocci, tirou o nome de Dilma do bolso.

Cabelos brancos
José Dirceu, considerado pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, “chefe do esquema criminoso do mensalão”, a partir da semana que vem, cumprirá sua pena em prisão domiciliar. Continuará trabalhando no escritório do advogado José Gerardo Grossi, devendo se submeter a outras determinações do STF. Na Papuda, os cabelos de Dirceu ficaram mais brancos. Agora, sua mulher Simone Patrícia Tristão Pereira pensa em pintá-los: quer que ele volte para casa mais jovem – e menos abatido.

Addio, Brasile
A decisão da Corte de Apelação de Bolonha de libertar Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão do lado de cá, e não extraditá-lo é uma espécie de troco dado ao governo brasileiro por se recusar a extraditar o terrorista Cesare Battisti. Ninguém dúvida que Pizzolato tenha recursos lá fora para se manter, além de três apartamentos na Europa. Poderá continuar morando em Modena ou até escolher nova residência, com sua mulher Andrea Hass. Na prisão, Pizzolato melhorou seu italiano: está quase falando fluentemente.

Cresce a lista
O nome de Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, é o favorito do mercado para o Ministério da Fazenda, especialmente num momento em que Dilma quer se reconciliar com o setor, depois de ter chamado Neca Setubal de “banqueira” na campanha. Só que foi sugerido por Lula. Agora, a lista cresce com a entrada de Murilo Ferreira, presidente da Vale. Anteriormente, o mesmo Lula tinha sugerido Otaviano Canuto, do Banco Mundial. Detalhe: se alguém fala o nome de Henrique Meirelles, a presidente torce o nariz (e é outra indicação do ex-presidente).

Lugar reservado
Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário nos governos Lula e Dilma, conhece a presidente desde os tempos em que era vice-governador do Rio Grande do Sul (governo Olívio Dutra) e ela ocupava a Secretaria de Energia. Atuou na campanha e é ouvido pela Chefe do Governo. Para ele, está reservada a Secretária Geral da Presidência, no lugar de Gilberto Carvalho.

Projeto Down

Frase famosa
O governo deverá recorrer da decisão da justiça italiana de não extraditar Henrique Pizzolato. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avisa que o argumento a ser apresentado será de que o país tem como oferecer condições adequadas para que ele cumpra pena em um presídio daqui. Cardozo é o mesmo que, em novembro de 2012, foi mais do que sincero: “Do fundo do meu coração, se eu fosse cumprir muitos anos em alguma de nossas prisões, preferia morrer”.

Manobra
Condenado pelo STF por ter violado sigilo na investigação na Operação Satiagraha, o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB), que não se reelegeu e que foi afastado da Polícia Federal, renuncia a seu mandato numa tentativa, já usada por outros parlamentares, de mandar o processo para a primeira instância e aumentar a chance de mais recursos.

Impeachment de Dilma
Cresce nas redes sociais o abaixo assinado coordenado pela ONG Avaaz (opera em 16 línguas e tem mais de 30 milhões de membros espalhados por 194 países) pedindo o impeachment de Dilma Rousseff por conta da delação de Alberto Youssef em Veja: está chegando a dois milhões de adesões. Há 14 pedidos de impeachment de Dilma protocolados na Câmara: no geral, a maioria governista na Casa arquiva todos. Antes, outros 11 pedidos foram arquivados pelos presidentes da Câmara no governo Dilma, Henrique Alves (PMDB) e Marco Maia (PT).

Limpando as gavetas
Por conta do empréstimo a Val Marchiori e de denúncias de seu ex-motorista, que garante que carregava “malas com dinheiro vivo”, Aldemir Bendine já está limpando as gavetas da presidência do Banco do Brasil. Cotados para o cargo: Paulo Rogério Cafarelli, secretário-executivo do Ministério da Fazenda e Alexandre Abreu, vice-presidente de varejo do BB.

Barraco é pouco
Vira e mexe, figuras do showbiz promovem barracos públicos: agora, Zilu Godoi, ex-mulher de Zezé di Camargo, aparece num vídeo no programa Balanço Geral e diz que nunca será amiga da namorada dele, Graciele Lacerda: “Não dá. Eles foram amantes nove anos”. Do seu lado, o sertanejo, que tem 52 anos, anda radiante com o seu affair, de 33 anos: “O que me faltava na vida era um mulher bem bonita e mais novinha do que eu. Para cavalo velho, capim novo”.

Promete e cumpre
Quem conhece bem o deputado reeleito Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que será reconduzido à liderança de seu partido na Câmara e muito provavelmente, ser seu próximo presidente, garante que sua maior qualidade é “cumprir acordos”, coisa rara entre políticos. Esta semana, Cunha ofereceu jantar a novos e antigos parlamentares (e não apenas de sua legenda), em Brasília, como parte de sua estratégia para substituir Henrique Eduardo Alves no comando da Casa. É tudo o que Dilma menos deseja.

Não volta
A cúpula da Globo trata Xuxa Meneghel, afastada do vídeo por um problema num de seus pés (usa bota ortopédica), com muito cuidado e carinho, reconhece todos seus anos de trabalho na emissora. E ainda não encontrou o momento certo de lhe dizer que ela não mais terá nenhum programa. Permanecerá contratada e fará participações. A emissora considera Xuxa, depois de várias tentativas, uma atração esgotada.

Nova ofensiva
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), derrotado para o governo do Rio Grande do Norte, devido a ação eleitoral do ex-presidente Lula, mostrou que ainda tem a força, derrotando a presidente Dilma e derrubando o decreto dela de criação dos conselhos populares – e o Senado manterá a votação. E ele já prepara nova ofensiva: submeterá ao plenário o orçamento impositivo para as emendas parlamentares. O orçamento foi uma promessa de campanha de Henrique Alves, há dois anos, quando foi eleito presidente da Câmara.

Bom de boca
Depois de ter recebido, no Cipriani Wall Street, em Nova York, o CLIO Lifetime Achievement, prêmio de reconhecimento por suas contribuições marcantes à industria publicitária mundial, Washington Olivetto, Charmain da WMcCann & Chief Creative Office da McCann Worldgroup para América Latina e Caribe, lança dia 10 de novembro, no Bar Astor, na Vila Madalena, em São Paulo, seu livro de experiências gastronômicas ao redor do mundo, Achados & Roubadas.

Craque em delação
O escândalo da Petrobras revela uma craque em delação premiada: a advogada Beatriz Catta Preta convenceu Paulo Roberto Costa a delatar todo o esquema de corrupção na estatal e, na sequencia, também convenceu o doleiro Alberto Youssef ao mesmo procedimento. Agora, seu novo cliente é Julio Camargo, da Toyo-Setal, a fazer delação premiada, onde ele reforça (Paulo Roberto já dissera) a participação de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, no maior esquema de corrupção da história do país.

Na garganta
Quem acompanhou as entrevistas dadas pela presidente reeleita Dilma Rousseff a âncoras dos principais telejornais do país e outros profissionais designados pelas emissoras, viu que ela ainda não conseguiu engolir o tom de William Bonner na entrevista dada, na campanha, ao Jornal Nacional no Planalto. E tampouco que o mesmo noticioso colocou no ar a denúncia de Alberto Youssef e a capa de Veja, com o texto ampliado no vídeo. Dilma estava de cara amarrada na nova entrevista e esticou suas repostas, sabendo que não poderia ser interrompida.

Bem pago
A ação deveria ter sido de Rui Falcão e Gilberto Carvalho, mas foi João Santana que criou a estratégia de colocar petistas levando a mensagem de Dilma junto aos operários de grandes fábricas de São Paulo e Minas Gerais, convencendo indecisos – e com grande resultado. Agora, o mesmo Santana estará a postos num trabalho preventivo a cada nova ação polemica da presidente reeleita. Detalhe: há quem aposte que o marqueteiro tenha recebido de honorários nada menos do que R$ 40 milhões.

Mais férias
O ainda ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que não elegeu o filho ao governo do Maranhão, esticou por mais uma semana seu período de férias, sob a desculpa de tratamento de saúde. Ele já sabe que pelos depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Fernando Baiano, sua cabeça está à prêmio.


GalisteuGisele no ringue
A Forbes estima que Gisele Bündchen, a modelo mais bem paga do mundo, teria ganhado, no ano passado, perto de R$ 105 milhões e em toda sua carreira, mais de R$ 900 milhões. Agora, seu super-contrato com a marca de sportswear Under Armour poderá superar US$ 200 milhões com duração de 10 anos. E com grande retorno: entre julho e setembro, as vendas alcançaram US$ 938 milhões. No novo comercial da empresa, a brasileira aparece treinando boxe num ringue. Nas primeiras semanas, no YouTube foi assistido 2,5 milhões de vezes.

Edições Anteriores:  

  ;-) Tigelas coloridas.

:-( Xícaras clássicas.



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Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.


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