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“Outro dia mesmo estava num evento, fui fazer xixi e um cara botou o celular por baixo da porta para fotografar meus orifícios.”

Tatá Werneck, queixando-se da falta de privacidade.

 




Ano XI - 31 de julho de 2014


Jogo de cena
Para conhecido ex-alto executivo do Santander, essa história de Emílio Botin, presidente mundial do banco espanhol (ele não consegue ser recebido por Dilma), anunciando que foi demitida a pessoa que fez a polêmica analise relacionando a melhora da presidente nas pesquisas a uma “piora na economia”, não passa de “jogo de cena”. Na instituição – e em outros tantos bancos – esse tipo de prognóstico é acompanhado por, no mínimo, mais dois economistas, passa por três vice-presidentes de áreas correlatas e é lido pelo presidente (não caso, Jesus Zabalza) antes de ser distribuído a clientes. Ou seja, “se era para demitir culpados, deveriam ser demitidos vários funcionários”. Para ele, o que Botin teme é retaliação, ou seja, reforço na fiscalização das atividades do banco.

Já foi processado
Para quem tem memória curta: Emílio Botin já protagonizou um dos maiores escândalos da história do Santander na Espanha, há alguns anos, por conta de um caso de indenizações milionárias pagas a dois ex-dirigentes do grupo, num total de 164 milhões de euros. O julgamento chegou a Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, a pedido da acusação que queria mais tempo para estudar uma nova documentação apresentada pelos advogados de Botin.

Sentença de morte
Outra novela acontece na campanha de Paulo Skaf (PMDB), candidato ao governo de São Paulo: ele posa ao lado de Michel Temer, vice-presidente e presidente nacional da legenda, que ameaça intervir na própria candidatura, caso não tope se encontrar com Dilma e abrir seu palanque para petistas. A crise, certamente, ganhará novos rounds: o principal conselheiro de Skaf, o marqueteiro Duda Mendonça, quer seu cliente totalmente afastado do Planalto e do PT. No fim de um dia de muitas conversas e muita pressão, o próprio candidato desabafou: “Estou assinando minha sentença de morte”. Ele acha que caiu nas pesquisas quando começaram a anunciar que ele apoiava a reeleição de Dilma.

Lembrando Mendonça
No governo FHC, o então ministro Luis Carlos Mendonça de Barros conversando com o famoso Ricardo Sérgio, do Banco do Brasil, sobre perigoso aval na área da telefonia, disse uma frase que virou histórica: “Estamos no limite da irresponsabilidade”. Entre analistas lúcidos do país (cada vez mais raros), o governo brasileiro passeia perto do perigo, sem se incomodar com as advertências que disparam de todos os lados sobre a situação delicada da economia. O mais recente aviso partiu do FMI que colocou o Brasil na lista das economias mais vulneráveis do mundo, ao lado da Turquia, Índia, Indonésia e África do Sul.

Para valer
A direção da revista Playboy agora está cogitando para valer convidar a ativista (força de expressão) Elisa de Quadros Sanzi, o Sininho, arquiteta de manifestações mais violentas e supostamente especialista em coquetéis molotov, para aparecer toda nua em suas páginas. O argumento constante do possível convite seria que o ensaio poderia chamar mais atenção “para a causa”. E o dinheiro ajudaria no lanche dos manifestantes.

Projeto Down

Pedido de socorro
O candidato Paulo Souto, alavancado por seu principal eleitor ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, é líder disparado nas pesquisas para o governo da Bahia. O governador Jaques Wagner vê a candidatura de Rui Costa patinar e o staff da campanha tem estudos que sinalizam que nem ele e tampouco a presidente Dilma têm poder de transferência de votos lá. A única alternativa é pedir socorro a Lula, sob a ameaça de que Couto, levando no primeiro turno, ajuda Aécio Neves no estado.

Cada um na sua
De um lado, a presidente Dilma Rousseff declara no TSE que possui R$ 152 mil em dinheiro vivo em casa; de outro, o vice-presidente Michel Temer, em sua declaração de patrimônio, revela possuir R$ 2,6 milhões, entre investimentos e conta corrente, no Banco Santander, justamente a instituição que está engasgada na garganta da Chefe do Governo.

Quebrando tabus
Na festa de prêmios da revista Contigo aos melhores da TV, que tinha como tema “quebra de tabus”, Letícia Spiller ia entregar o prêmio de melhor novela para Amor à Vida, junta-se a Lazaro Brandão e Taís Araujo no palco e brinca: “Vou propor um ménage para acabar logo com todos os tabus”. Taís se assusta, ri e fica constrangida: “Ela falou homenagem, gente! Homenagem! Agora, até fiquei nervosa”. E Lázaro: “Eu, não: tô calmíssimo!”.

Geração musical
Um dos maiores especialistas em música popular brasileira, Zuza Homem de Mello, está lançando o livro Musica com Z, onde passa em revista a história da MPB, reunindo entrevistas e textos escritos desde 1957. Para Zuza, não teve período tão pleno de música no país como o final dos anos 60 e toda a década de 70. E lembra: “Nunca houve uma geração como aquela. Em sete anos, Chico, Caetano, Edu Lobo, Milton. Nenhum lugar do mundo viveu um salto na música como o Brasil viveu”.

De fora
O ex-presidente Lula não estará hoje na inauguração do Templo de Salomão, no bairro do Brás, em São Paulo, que contará com a presença de Dilma, ministros, governadores e prefeitos de capitais, por um único motivo: não foi convidado.

Adesivo
Esta semana, circulava pela Avenida Paulista, um carro com um adesivo inspirado num antigo quadro de Jô Soares no humorístico Viva o Gordo. Dizia: “Vai pra casa, Padilha!”.

Ibiza é uma festa!
Numa mesma noite, no famoso Club Amnesia, em Ibiza, estavam, em mesas separadas, Ronaldo Nazário e seu filho Ronald (ele está com férias lá), Neymar e Bruna Marquezine que, de repente, resolveu voltar ao Brasil e em outra, Paris Hilton com Alvarinho, filho de Álvaro Garnero (e neto de Mário Garnero), que tem 18 anos de idade.

Novo round
Numa sabatina a diversos órgãos da mídia, Dilma Rousseff, falando da economia brasileira, acabou fazendo uma única concessão: admitiu que o ex-presidente Lula errou quando julgou como “marolinha” a crise financeira que em 2008 chegaria ao Brasil. O que irritou – e nem poderia ser diferente – o ex-chefe do Governo, marcando novo round entre criador e criatura (essa classificação está entalada na garganta da presidente até hoje). Horas depois, relatório da Moody’s registrava que a Petrobras é, entre as empresa petrolíferas da América Latina, a que mais corre risco financeiro.

Entre dois fogos
Os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff incluída, queixam-se da falta de doações para suas campanhas por parte de grandes grupos empresariais, de bancos a empreiteiras. Mesmo assim, nenhum deles tenta acenar para uma sonhada redução da carga tributária, o que poderia comover os donos dos cofres. E igualmente, passam longe de uma reforma trabalhista para não assustar o braço sindical de suas campanhas.

Único dono
O advogado Antonio Carlos de Almeida Braga, o Kakay, comprou a parte do restaurateur Marco Aurélio Costa, seu sócio no Piantella, um dos mais famosos restaurantes de Brasília. É o dono absoluto do local, embora Costa ainda deverá permanecer um tempo dando consultoria gastronômica. No Piantella, durante anos, Ulysses Guimarães tinha sua mesa reservada todos os dias, mesmo que não aparecesse lá, onde, regularmente, tomava poire depois do jantar.

Pró-família tradicional
O candidato à Presidência pelo PSC, o Pastor Everaldo poderá surpreender no horário eleitoral com apenas um minuto e oito segundos de tempo: baterá na tecla do “desejo de mudança”, reforçará a defesa da “família tradicional”, formada por casais heterossexuais e força no “desaparelhamento do Estado”. Seu marqueteiro é o argentino Jorge Gerez, que tem uma lista de vitórias em seu país. E agora, deverá anunciar o apoio da poderosa Assembleia de Deus.

Ex-Dominó
Mais uma vez, a identidade visual da campanha de Celso Russomano (PRB-SP), tradicionalmente um campeão de votos à Câmara Federal, ficará nas mãos da agência KMC Nigro, presidida por Afonso Nigro. Para quem tem memória curta: ele é ex-integrante do famoso grupo jovem do passado, Dominó.

Outro embate
Se Dilma Rousseff não esconde que quer ver Franklin Martins e Gilberto Carvalho longe do principal bloco de decisões de sua campanha, o ex-presidente Lula já reclama, nos bastidores, do excesso de gula do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, queridinho da presidente. Recentemente, o mesmo Mercadante começou a sondar nomes para o lugar de Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, que não quer sair de lá. Aí, o próprio Lula entrou no circuito, abortando a iniciativa.


Marina MantegaRetratos sonoros
Nada menos do que 150 figuras ligadas à musica brasileira, de consagrados a novíssimos, dos gêneros populares ao experimental, aparecem no livro Retratos Sonoros, do fotografo Daryan Dornelles, que está sendo lançado esta semana. Há 18 anos ele vem fotografando artistas para revistas, tem mais de mil publicados e no livro, entre tantos, formam Gilberto Gil (esquerda), Zélia Duncan (direita), Martinho da Vila, Luiz Melodia, Elza Soares, Jards Macalé, Clarice Falcão, Ivete Sangalo e mais, muitos mais.

Edições Anteriores:  

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:-( Óculos quadrados.
Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.



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