“Agora, eles já estão pensando é que tem de balear o Lula pensando que o Lula vai voltar em 2018. Eu nem sei se vou estar vivo.”

Lula, respondendo ataque de FHC no programa do PSDB.




Ano XI - 22 de maio de 2015

 

Nos braços do povo
O grande sonho do ex-presidente Lula é voltar ao poder “nos braços do povo”, repetindo a eleição de Getúlio Vargas. E, como ainda não desistiu e começa a achar que o governo de Dilma e o enfraquecimento do PT poderão atrapalhar seu vôo eleitoral em 2018, quer trabalhar à distancia. Criou um grupo para auxiliá-lo nessa missão, com alguns nomes discutíveis: Antonio Palocci, os prefeitos Fernando Haddad e Luiz Marinho, os secretários da prefeitura paulistana Alexandre Padilha e Arthur Henrique, Josué Gomes e o sindicalista Rafael Marques, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Lula acha que é o maior do que o partido e bem maior do que Dilma.

Grupo complicado
Quem acompanha de perto essa nova articulação de Lula acredita que a estratégia começa errada a partir dos nomes do grupo constituído: de cara, Josué Gomes avisa que apenas participa de alguma reunião quando é chamado; Fernando Haddad, Luiz Marinho e Alexandre Padilha são fracos de política hoje e têm baixa popularidade e o sindicalista Rafael Marques, atualmente está mais preocupado com demissões da categoria e perda de benefícios contidos no reajuste de Joaquim Levy. Antonio Palocci, como se sabe, atua nas sombras.

Mais juros
Quem convive com a equipe econômica de Joaquim Levy aposta que o ciclo da alta dos juros (Selic) vai continuar até que a projeção do Banco Central registre a inflação na meta de 4,5% em 2016. Hoje, a taxa está em 13,25% e não há um teto pré-determinado.

Outra versão
O ex-governador Tarso Genro (não conseguiu se reeleger no Rio Grande do Sul), que negocia a compra de um apartamento no Rio de Janeiro, não vai morar lá: a idéia é que ele passe uma semana por mês na cidade, armando uma mobilização anti-PMDB. Também ainda não pensa em transferir seu domicilio eleitoral e tampouco sair candidato. Hoje, no Rio, ao lado de Lindbergh Farias e Alessandro Molon, participa de uma reunião plenária lá, A saída e pela esquerda.

Depressivo
Preso há quase 40 dias, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, atravessa uma fase depressiva e muito preocupado com seus familiares (sua cunhada chegou a ser presa e depois, foi libertada). Segundo o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, o PT recebeu até R$ 300 milhões do esquema entre 2003, inicio do primeiro governo de Lula até 2013, com Dilma no Planalto. Nas conversas do Instituto Lula, comenta-se que o estado emocional de Vaccari poderá levá-lo a delação premiada.

Nova atração
O ex-ministro da Comunicação, Franklin Martins, que foi comentarista político da Globo, está conversando com Marcelo Carvalho, da Rede TV e pode ganhar um talk show da emissora ou participar do Jornal RedeTV News.

Guerra interna
O presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp, está emprenhado num movimento contra o distritão, defendido pelo vice-presidente Michel Temer e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Para Raupp, a reforma política deveria se restringir a três pontos: fim das coligações partidárias, teto para financiamento de campanha e fim de reeleição.

Enroscado unidos
Os parlamentares enroscados na Lava Jato estão se unindo num inusitado movimento. Querem definir um critério para a convocação para depor na CPI da Petrobras: ou a Comissão chama todos ou não chama nenhum. Não existe nenhuma base legal para isso: é apenas um delírio dos citados. Agora, estão até elegendo uma espécie de portavoz do grupo.

Cabos eleitorais
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que enfrenta grande queda de popularidade, foi a Brasília ajudar a cabalar votos para a aprovação de Luiz Edson Fachin para o Supremo, embora muita gente dissesse que, na atual situação, melhor seria Richa nem se movimentar. Ao mesmo tempo, em viagem a Letônia, o senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, queria votar por Skipe a favor de Fachin, o que não foi permitido. Seria a primeira vez que Requião e Richa estariam do mesmo lado.

Quem diria
Levy Fidelix, dono do PRTB – quem diria – acaba de oferecer sua legenda para Paulo Skaf disputar a prefeitura de São Paulo, no ano que vem.

Fusões
Depois de um acordo em São Paulo, onde Campos Machado (PTB) será presidente estadual e Rodrigo Garcia (DEM), da capital, dentro de horas deverá ser anunciada a fusão dos dois partidos. Já a fusão PSB-PPS será sacramentada dia 20 de junho.

Mais um
O vice Michel Temer reclama, em rodas mais intimas que nenhum dos partidos brasileiros têm programa e que é preciso reformar os costumes políticos. Para dar estabilidade ao país, Temer é a favor do sistema parlamentarista, também defendido pelo senador José Serra.

Fazendo as contas
O governo federal tem 107 mil cargos de confiança, com os quais brinda correligionários do PT e de demais legendas que fazem parte da base aliada. Como Dilma está no segundo mandato, quem ocupava cargos no primeiro mandato, não quer deixar a cadeira, o que complica ainda mais a distribuição de postos do segundo (e até terceiro) escalão. Nesses dias, a coordenação política do Planalto chegou à conclusão que, se tivesse cinco vezes mais cargos existentes, ainda assim seriam poucos para atender os aliados.

Boca fechada
Na semana que vem, na CPI da Petrobras, Leo Pinheiro, presidente da OAS, deverá permanecer calado o tempo todo, como permite a legislação. Ele manteve igual postura nos interrogatórios da Justiça Federal no Paraná. E, muito ao contrário de Ricardo Pessoa, da UTC, Pinheiro não quer saber de delação premiada. O ex-presidente Lula é um dos que elogia a resistência e serenidade de amigo da OAS.

Engraxando
Dias desses, em meio a uma reunião com assessores que foram despachar com ele, o governador Geraldo Alckmin pegou uma escovinha, uma latinha de graxa e na maior, resolveu dar um trato nos sapatos. Alguns estranharam, outros nem um pouco: esses já sabiam que Alckmin faz isso, quase sempre, por não suportar sapatos sem brilho. No ranking dos econômicos do PSDB, o governador paulista só perde para Fernando Henrique Cardoso.

Outro barco
Clarissa Garotinho, filha do ex-governador do Rio, tem conversado muito com o líder dos tucanos na Câmara, Carlos Sampaio e poderá trocar o PR pelo PSDB.

Mais uma
Isabeli Fontana terá uma participação em Verdades Secretas, novela de Walcyr Carrasco, sobre o mundo (e o submundo) da moda: só que não terá nenhuma fala. Agora, também Alessandra Ambrósio estreará na mesma novela, como atriz, no papel de uma modelo famosa. E com falas.

Gente civilização
Depois da votação no Senado que aprovou seu nome para o Supremo Tribunal Federal, o jurista Luiz Edson Fachin telefonou para Renan Calheiros, presidente da Casa, agradecendo e cumprimentando o alagonano pela condução “correta e democrática” da sessão. Renan, raposa velha, civilizadamente, desejou-lhe sucesso em suas futuras atribuições.

No batente
Lourdes Maria, filha de Madonna, é a nova estagiária do escritório de arte do brasileiro Giovanni Bianco, em Nova York. Ele já fez muitos trabalhos para a cantora, incluindo a capa de seu último disco, Rebel Heart. Lourdes Maria estuda artes cênicas na Universidade de Michigan, mesma faculdade que sua mãe frequentou.

Com a oposição
Com sua habitual polidez, elegância e postura nas conversas, fora o fato de ser vice-presidente da República, Michel Temer vai iniciar uma série de contatos com governadores e outras figuras nacionais de oposição. Quer explicar que, além das diferenças políticas, há medidas de interesse do Estado brasileiro – e não apenas do governo. O primeiro encontro deverá ser com Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Apelidos
Maria Julia (Maju) Continho, a nova moça do tempo do Jornal Nacional, vem ganhando tratamento especial dos âncoras do noticioso. Ela apresenta suas chuvas, trovoadas e muito sol com graça e, agora, resolveu usar o apelido de algumas cidades: Belo Horizonte é BH, São Paulo é Sampa e Florianópolis é Floripa. No começo da semana, contou no ar um apelido que ronda João Pessoa e que sabe que os moradores de lá não suportam: Jampa.


Mulheres de Nine
O que não falta no elenco de Nine, um musical felliniano, que está estreando em São Paulo, esta semana, no novo Teatro Porto Seguro, produção de Charles Möeller e Cláudio Botelho, são mulheres. O espetáculo estreou na Broadway em 1982, depois virou filme: é a versão para o palco de Oito e Meio, de Fellini. Malu Rodrigues, de Tapas e Beijos, 21 anos, interpreta a amante e Letícia Birkheuer (destaque) o papel que foi de Kate Hudson no cinema. Malu é a mesma que provocou polemica, aos 16 anos, aparecendo nua em Despertar da Primavera.

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Homenagem - Giba Um acaba de receber uma homenagem, na posse do novo presidente da Federação Brasileira de Colunistas Sociais, Ovadia Saadia, na Assembléia Legislativa, da entidade e da Organização Brasileira de Mulheres Empresariais, por seus 40 anos de colunismo e pelos 30 anos de atividades do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down, ligado a ONU, do qual é fundador e presidente honorário.

Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.


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