“O líder tem que ser o último a dormir e o primeiro a acordar”

Lula, em reunião com líderes do PT, criticando corpo mole de muitos.



Ano XI - 02 de julho de 2015

 

Preso de novo, não!
A situação de José Dirceu fica mais complicada, depois do lobista Milton Pascowitch, em delação premiada, afirmar que pagou propina (R$ 1,4 milhão) ao ex-chefe da Casa Civil através de sua empresa, a Jamp Engenheiros Associados. Pascowitch é apontado pela Lava Jato como um dos intermediários do pagamento de propina para facilitar negócios da Engevix na Petrobras. Era um dos elos entre a empresa e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal – e ligado a José Dirceu. Malgrado o advogado Roberto Podval garantir que “essa acusação não faz sentido”, a primeira reação de Dirceu foi: “Eu não serei preso de novo, não!”.

Sola vermelha
Na comitiva de ministros que acompanhou Dilma Rousseff a Nova York e Washington, fazia sucesso Kátia Abreu, da Agricultura (comemorava a decisão dos Estados Unidos de liberar a carne brasileira), por conta de seus sapatos de sola vermelha, legítimos Christian Louboutin. Mais: a alegria da ministra vai durar pouco. Os agricultores não estão conseguindo nas agências dos bancos oficiais financiamento da safra. Deveriam ter saído em março e até agora, nada.

Questão de estrutura
Não será surpresa se a senadora Marta Suplicy, ex-PT, depois de conversas com PSB e PPS, acabe decidindo se bandear para o PMDB em busca de melhor estrutura partidária. Seu marido, Márcio Toledo, já é filiado ao PMDB e a idéia de Gabriel Chalita ser o vice de Fernando Haddad, em busca da reeleição, poderá ser mudada.

Suíte milionária
A suíte do Hotel St. Regis, em Nova York, esquina da Fifth Avenue com a 55th Street, onde a presidente Dilma se hospedou, custa US$ 11 mil a diária, cerca de R$ 35,2 mil. É o equivalente a 446 salários mínimos vigentes no país. Em Washington, ficou na Blair House, palácio destinado a receber convidados de Estado em visita ao presidente dos Estados Unidos, na mesma Avenida Pennsylvania, ao lado do Lafayette Park. Foi construído em 1824, em calcário amarelado.

Fora do baralho
Quando Eduardo Campos acertou uma composição com Marina Silva e ela virou vice de sua chapa à Presidência, Carlos Siqueira, hoje presidente do PSB, contrário ao esquema, afastou-se do partido. E quando ela se transformou em candidata, com a morte de Campos, ele se manteve à distancia. Agora, está avisando que, em 2018, a ex-senadora “é carta fora do baralho” dos socialistas. Para ele, se Marina quiser disputar de novo o Planalto, que saia pela Rede Sustentabilidade (ainda não registrada).

Levou a bike
Para surpresa de muitos – e até dos ministros que integravam sua comitiva nos Estados Unidos – a presidente Dilma Rousseff levou na bagagem sua bicicleta americana Specialiezed. A intenção era dar umas pedaladas no Central Park, em Nova York ou na Avenida Pennsylvania, em Washington e ser fotografada por Roberto Stuckert. O plano furou.

Crime de extorsão
Edinho Silva, ex-tesoureiro da campanha de Dilma em 2004 e atual titular da Secom, participando de programas de rádio, garante que está sendo acusado de ter recebido R$ 7,5 milhões em doações legais. Não é nada disso: ele está sendo acusado de crime de extorsão, conforme relato de Ricardo Pessoa, da UTC. Tanto que a oposição levou à Procuradoria-Geral da República representação por crime de extorsão contra ele e contra Dilma.

Outra versão
No encontro com o pessoal do PMDB, esta semana, Lula contou que gostaria que o PT e seus aliados batessem bumbo em torno da agenda positiva, para dar a impressão de que o governo está saindo da crise. E também contou que sugeriu a Dilma que se aproximasse mais do Legislativo e Judiciário para afastar clima de descontrole institucional. Nem voltou a falar de seus ataques ao PT e tampouco sobre as denúncias de Ricardo Pessoa, da UTC. As velhas raposas de plantão têm outra versão: ele quer se distanciar de sua legenda, ficar bem com os peemedebistas, procurando se blindar e até pensando na hipótese de Michel Temer assumir a Presidência.

No mesmo barco
Lula foi a Brasília, na ausência de Dilma e na conversa com o PMDB, muito suavemente, tentou passar a idéia de que todos estão no mesmo barco: a presidente, o PT e os peemedebistas. Os homens da cúpula do PMDB, também muito suavemente, rebateram a tese: não se consideram no mesmo barco dos petistas. Muito ao contrário.

Consigliere
Antes da conversa desta semana com os congressistas, na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros, Lula conversou com o marqueteiro João Santana, que aconselhou ao ex-presidente algumas ações de pacificação, para reverter às dificuldades impostas por Dilma ao Congresso. Na conversa, Santana também aproveitou para dizer que não quer cuidar da campanha de reeleição de Fernando Haddad, em São Paulo.

Projeto Down

Carpete novo
O Senado não está muito preocupado em fazer economia: acaba de reservar R$ 549,7 mil para trocar o carpete azul royal que reveste o piso das principais áreas do prédio. A justificativa da Casa é o desgaste natural do atual carpete, pelo mau estado de conversação e a necessidade de apresentação compatível com a importância do Senado.

Olho no pré-sal
O ex-presidente Lula, em conversa com representantes do PMDB e do PT, também quis saber “como é que ficava o projeto de Serra”. Referia-se ao projeto do tucano que tira a obrigatoriedade da Petrobras de participar de exploração de todos os blocos do pré-sal. O senador Delcidio Amaral (PT-MS) concorda com o projeto de Serra e pela mais elementar razão: a estatal não conseguiria ter participação obrigatória no pré-sal porque não tem dinheiro para tudo. Tanto que cortou seus investimentos em 37%.

Confissão
À certa altura da reunião com a cúpula do PMDB, Lula fez uma comissão: “Toda vez que venho aqui dizem que quero me meter no governo”. Os outros se entreolharam com surpresa: a maioria acha que é exatamente isso que o ex-presidente não para de fazer. E o ex-chefe do Governo emendou, para nova surpresa: “E vocês estão vendo que não é isso que estou fazendo”.

Luz vermelha
A luz vermelha está acesa na produção do Pânico na Band, que vem registrando média de quatro pontos de audiência, metade do que tinha há dois anos. Emilio Zurita e demais integrantes não sabem para onde correr e o que modificar ou acrescentar no conteúdo do programa. Pior: o faturamento também está em queda livre, até mesmo porque anunciantes regulares estão recuados, devido à crise nacional.

Mudo
Lula levou Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, que recebeu R$ 4,5 milhões da Camargo Correa, à reunião com a cúpula do PMDB. A idéia era que, se a conversa enveredasse sobre essas denúncias, Okamoto daria as explicações. Como ninguém se atreveu a entrar na área, Okamoto saiu como entrou: sem abrir a boca. E Lula queria deixar claro que os aliados deveriam se esforçar para poupar o mesmo Okamoto quando for à CPI da Petrobras.

De onde vem
Aos advogados contratados por familiares e amigos de José Maria Marin (teria gasto até agora quase R$ 2 milhões com seus defensores) contam, em Zurique, que o ex-presidente da CBF não perdoa J. Hawilla por ter gravado conversa sobre propinas. Emotivo, chega quase a chorar, lembrando que “ajudou muito Hawilla no começo de seu trabalho na área esportiva”. Do lado de cá, a Polícia Federal e o Ministério Publico estão querendo saber de onde vem o dinheiro gasto com advogados. Se Marin tem contas no exterior, nunca teria declarado.

Wilker na avenida
A Império da Tijuca desfilará no carnaval com um enredo em homenagem ao ator José Wilker: vai contar a história do menino que deixou Juazeiro do Norte por causa da Caravana Rolidei de Bye, Bye, Brasil e encontra pelo caminho Xica da Silva e Dona Flor. O enredo tem por título O tempo ruge, a Sapucaí é grande e o Império aplaude o Felomenal. Para quem tem memória curta: felomenal era uma expressão de seu famoso personagem Giovanni Improta.

Para pagar Xuxa
A contratação de Xuxa Meneghel e o custo da produção de seu programa deverá custar à Record, mensalmente, cerca de R$ 3 milhões. E para fazer frente a essa despesa, a emissora estaria preparando a demissão de mais de 400 funcionários. Para comparar: essa dinheirama daria para empregar 700 pessoas com um salário médio de R$ 3 mil. A apresentadora deverá receber R$ 1 milhão mensal, mais participação na publicidade. Detalhe: a Record ainda não conseguiu vender o patrocínio do programa. Quer R$ 6 milhões.

Ausência
Não passou despercebido da comitiva de Dilma Rousseff e tampouco da própria presidente a ausência de Michele Obama em todos os compromissos da Chefe do Governo brasileiro com presidente Barack Obama. Não deu o ar da graça nas visitas oficiais, nem no jantar na Casa Branca, onde poderia marcar presença ao lado do marido.

Um e outro
No café de Lula com os senadores do PMDB, o presidente da Câmara foi lembrado e o ex-presidente emendou: “Não dá para desprezar o Eduardo Cunha”. Depois, sobre o ministro Gilberto Kassab, das Cidades, Lula disparou: “Kassab está cuidando do projeto dele. E não do governo ou do país”.

 

 


Campeã de faturamento
A revista Forbes acaba de divulgar a lista das 100 celebridades que mais faturaram no último ano e Katy Perry foi a campeã do showbiz, em terceiro lugar, perdendo apenas para os boxeadores Floyd Mayweather e Manny Pacquiao. Devido a sua turnê mundial Prismatic World Tour, que já soma 124 shows em 27 países, fazendo sua fortuna bater na casa dos US$ 134 milhões. Katy vem ao Brasil em setembro para o Rock in Rio.


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  ;-) Casaco de chamois (longo).

:-( Casaco de chamois (curto).



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Homenagem - Giba Um acaba de receber uma homenagem, na posse do novo presidente da Federação Brasileira de Colunistas Sociais, Ovadia Saadia, na Assembléia Legislativa, da entidade e da Organização Brasileira de Mulheres Empresariais, por seus 40 anos de colunismo e pelos 30 anos de atividades do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down, ligado a ONU, do qual é fundador e presidente honorário.

Ruy Altenfelder Silva entrevista no programa Dialogo Nacional o colunista Giba Um.


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